Por: Minhas Economias
Tópico(s): Imprensa

Carolina Eloy, Jornal do Brasil
RIO - Quem não planejou os gastos com material escolar e carnaval deve ficar atento ao aumento das dívidas neste início de ano. Além da tradicional pesquisa de preços, o ideal é procurar lojas que parcelem sem juros. Consultores sugerem que as crianças não participem da compra do material escolar, para evitar produtos mais caros com a estampa de personagens. Outra dica para reduzir os custos é a troca de livros didáticos com outros alunos. No caso da falta de planejamento, consultores desaconselham viagens no carnaval. Essas despesas podem complicar o orçamento na mesma época do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
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Autor(es): RICARDO ALLAN
Correio Braziliense - 01/12/2009
Engenheiros do Instituto Tecnológico da Aeronáutica ensinam como sair do sufoco. O primeiro passo é pagar todas as dívidas. Depois, comprar somente o essencial. As sobras devem ser aplicadas com segurança
A primeira parcela do 13º salário, depositada ontem, vai tirar muitos trabalhadores do sufoco. Segundo pesquisas, cerca de 65% deles pretendem usar o dinheiro para saldar dívidas, comportamento considerado adequado por especialistas. Segundo três ex-alunos de engenharia do rigoroso Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), honrar compromissos deve ser uma das prioridades na hora de organizar as finanças. Com experiência profissional no mercado, os engenheiros estão prestando serviço gratuito para ensinar a quem está com as contas desarrumadas como se reerguer. Para isso, montaram uma página na internet e um blog, além de um curso para educação financeira.
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Pegando carona no elucidativo post “Planejamento é fundamental para economizar”, vou falar um pouco sobre o fenômeno do superendividamento e a legislação brasileira. O superendividamento pode ser definido como a “impossibilidade global do devedor pessoa-física, leigo e de boa-fé, de pagar todas as suas dívidas atuais e futuras de consumo”[1].
Parece algo distante da realidade, que só acomete pessoas “descontroladas financeiramente”, mas a verdade é que o endividamento é um fato indissociável da vida em uma sociedade de consumo e está mais próximo da nossa porta do que podemos imaginar. Atire a primeira pedra quem nunca comprou algo de que absolutamente não precisava tão somente porque era “a versão mais moderna do mercado” e também porque dava para pagar em “suaves 12 vezes”…
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Planejar como e onde gastar o dinheiro. Esta é uma tarefa nada fácil para a maioria dos brasileiros, que não tem a cultura da educação financeira. Em geral, as pessoas adquirem bens e produtos por meio de prestações e, na maior parte das vezes, só pensam no valor de cada parcela, esquecendo dos juros que podem estar embutidos no preço. Alguns até mesmo acabam pagando as parcelas com o cheque especial e, quando se dão conta, já estão “afogados” em dívidas.
Para situações como esta a única maneira de salvar as finanças é o planejamento. Seja colocando no papel o quanto de dinheiro tem para gastar e no que precisa gastar, seja utilizando a calculadora ou mesmo um programa de internet. Para tentar ajudar quem não sabe por onde começar, o engenheiro Marcelo Kimura, da empresa M-E-con, criou o site www.minhaseconomias.com.br. Neste endereço as pessoas podem, gratuitamente, fazer o controle de suas finanças, a curto, médio e longo prazo.
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PERGUNTA: Acredito que tenho um bom salário para sustentar a mim e meu filho de 12 anos. Nunca precisei fazer nenhum empréstimo e minhas contas estavam sempre em dia, mas há cerca de um ano e meio atrás comecei a ficar endividada. Desde então fiz vários cortes nos meus gastos e acredito que não tenho nenhuma despesa absurda, mas o valor do que devo só vem aumentando.
Perdi o controle de minhas finanças pessoais e hoje possuo várias dívidas que totalizam quase R$ 6.000:
- a pior é a do cartão de crédito, de R$ 3.100, e que levou meu nome ao Serasa como inadimplente;
- outros R$ 2.300 são de um empréstimo na empresa;
- e utilizo mais R$ 580 do cheque especial.
Estou pensando em quitar o cartão de crédito e o cheque especial através de outro empréstimo na empresa, a juros de 2,5% ao mês. Seria uma solução?
RESPOSTA:
Não pretendemos aqui dar a solução final para o seu problema, mesmo porque não sabemos como é o seu perfil de gasto, nem que impacto algumas de nossas sugestões teria em sua vida. O que podemos fazer é dar algumas dicas para tentar mostrar que não é impossível ter uma vida financeira equilibrada e que há uma saída para seus problemas.
O seu primeiro grande problema está em seus gastos, ou melhor no seu controle dos gastos. De nada adiantará renegociar as suas dívidas se você continuar gastando mais do que ganha. Você disse que já cortou gastos. Bom, provavelmente novos cortes deverão ser feitos, mas primeiro você precisa entender muito bem onde está gastando. Assim:
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Passar por um período de dificuldades financeiras não é nada agradável. E todos que já tiveram esta experiência (ou estão passando por ela) sabem que esta situação traz consigo alguns efeitos colaterais, que acabam influenciando outros aspectos de nossa vida. Gostaríamos de analisar aqui de que maneira as nossas finanças pessoais acabam influenciando o nosso trabalho.
Diversos estudos mostram os impactos negativos que os problemas financeiros causam no desempenho profissional das pessoas. Mas seria possível listar cada um desses impactos e como eles afetam a produtividade profissional?
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